quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Os primeiros grandes passos

Por Fernando Maximiano

O início de qualquer coisa é sempre muito complicado. Para as novas bandas que tentam aparecer no cenário musical então, nem se fala! Entretanto, três coisas são unânimes entre os especialistas para quem sonha alcançar o sucesso: a persistência, a competência e a sorte. Mas não é qualquer sorte, estou falando de muita sorte! Já pararam para pensar na quantidade de boas bandas que morrem antes mesmo de se apresentar? Por isso mesmo que é necessário ter essa sorte extra. Para o produtor musical Marcelo Antunes, se fosse feita uma pesquisa entre os jovens sobre o que eles sonham em ser, tirando a conhecida resposta “jogador de futebol”, certamente que vamos encontrar o “integrante de uma banda de sucesso” encabeçando a lista. Pensando justamente nesses jovens, Marcelo Antunes topou dar algumas dicas que vai aumentar a chance de sucesso de sua futura banda. Vamos a elas:


• Acima de tudo, o sentimento que deve existir é de se tornarem músicos profissionais. A profissionalização nesta área poderá garantir um bom espaço para quem está chegando agora.

• Não desanime. Todas as bandas carregam alguns “não” na bagagem. Se você acredita no seu som e ele é bom, não tem porque desistir.

• Fazer uma rede de contatos nesta área é muito importante. Além disso, mantê-la sempre atualizada é ainda mais importante. Sempre ligue para o seu contato para saber como andam as coisas.

• Seja original. Você pode tocar de tudo, mas a originalidade na hora de apresentar o seu trabalho autoral é o que vai determinar o seu lugar.


• Explicar para a família o seu sonho e deixar bem claro que essa escolha é algo sério.


Para Wandson Lima, músico que toca nas noites de Beagá, o problema maior foi por conta da sua família. “Minha mãe sempre quis que eu estudasse”, conta com ar de vitória. O músico ainda acrescentou que isso faz parte do zelo que a família tem com o filho, tudo dentro da normalidade. Outra situação complicada para os jovens músicos é o lugar onde começar a tocar. “Os donos de bares não gostam de apostar em novos músicos”, diz Wandson. Os problemas não param por aí. Tornar o seu som agradável a todos os públicos é um desafio que deve ser levado em consideração. Josi Lucas, cantora gospel, tentou levar a sua carreira como musicista para fora de seu círculo de amizade. Como nenhum integrante conhecia um lugar para mostrar o trabalho, resolveram acabar com a banda.
Com a devida preparação, talento e muita força de vontade, você terá grandes chances de conseguir chegar a um bom lugar. Mas se liguem na dica da Josi Lucas, que acabou aprendendo com os seus erros, “O grande segredo é a humildade”. Não percam o foco, estude e sempre dê o seu melhor sempre.

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*Vídeo da Josi Luca cantando em um casamento*
http://www.youtube.com/watch?v=FCkPf1zgsNo&feature=player_embedded

quarta-feira, 31 de março de 2010

Quando alguém precisa de ajuda?

Por Nando Max

Para alguns, a vida é bem mais do que fechar os olhos e se deixar levar. Necessitar de uma ajuda na hora do desespero não parece ser motivo de preocupação, pelo menos para as pessoas que descobriram no gênero da autoajuda o seu porto seguro


Isaias Lucas Barros, de 26 anos, é motorista de carreta há cinco anos. Nascido em uma família de quatro irmãos, Isaias afirma que só conseguiu compreender o seu lugar no mundo após ter tido contato com o gênero da autoajuda. Como conseqüência de uma adolescência conturbada, ele conta que não conseguiu ter ajuda dos pais, dos amigos e nem do seu computador. Os jovens de hoje não recorrem aos pais para resolverem seus problemas. Alguns podem até dizer que eles recorrem aos amigos, se enganam. “Quando precisa de ajuda, o jovem vai até seu computador e procura por ajuda e quando não a encontra, ele só pode encontrá-la nos livros”, disse. Para o futuro, Isaias tem como meta abrir uma transportadora. Apesar de todas as dificuldades, o seu primeiro passo foi buscar na autoajuda uma base para lidar com todas as adversidades. “Já estou me preparando com a leitura do livro O Monge e o Executivo”, confidencia.

Os homens nunca foram tão informados. As promessas de acabar com as distâncias, melhorar as percepções de mundo e, principalmente, ter acesso a um vasto conhecimento, fez com que esperássemos um futuro melhor para a humanidade. Essa era a idéia. Mas, algo não saiu como se esperava. “A sociedade se diz tão globalizada, tão interligada via internet, mas tudo isso esconde a maior solidão que a humanidade já enfrentou”, explica o sociólogo Leonardo Penha. Como resultado da solidão, uma nova modalidade da literatura surge no cenário mundial prometendo aliviar as tensões da contemporaneidade: os livros de autoajuda.



Saber escolher

Para o filósofo Maxwell Silva, que também se diz consumidor deste gênero, a autoajuda assumiu um patamar de grande importância na vida dos seus consumidores. “Vivemos em um período em que cada um busca a sua própria verdade”. Em decorrência disso, o individualismo se acentua. O papel da autoajuda seria o de atenuar essa peculiaridade, pois o gênero está preocupado com o indivíduo e com tudo a sua volta. Apesar das críticas sobre o gênero, Maxwell lembra que se o objetivo for alcançado, não há nenhuma contraindicação ao utilizar livros de autoajuda. “O objetivo desta leitura é fazer com que o leitor saiba que ele não está sozinho; que ele tem capacidade para fazer qualquer coisa que queira fazer”, informa. Como em todos os gêneros literários, os maus autores devem ser conhecidos. “Antes de beberem da água do conhecimento da autoajuda, conheçam, antes, a sua fonte”, completa Leonardo Penha.


Para Adriana Neumann, advogada, os livros de autoajuda são como espadas de dois gumes. “Vejo que esse tipo de literatura transmite pensamentos positivos, embora superficiais”. O problema é justamente esse. Embora a autoajuda tenha alcançado um patamar de destaque em todo o mundo, pouco se sabe sobre suas implicações na manutenção da sociedade no futuro. Para a Advogada, o problema é que os jovens de hoje não estão sendo educados para uma boa leitura, um fato que culminou no crescente aumento pela procura dos livros do gênero. “Nossas livrarias são poucas e frequentadas por um número reduzido de pessoas. A autoajuda, por sua vez, é leitura de digestão fácil e acessível, o que a torna mais atraente a quem tem preguiça de ler”, explica. Para ela, ao contrário do que pensa o Maxwel, o potencial negativo desta leitura é bem mais evidente do que o potencial positivo. “Não vejo muito o que esperar, senão pessoas cada vez mais voltadas unicamente para seus problemas, sem se preocuparem com os da sociedade”, acredita.



O Segredo para vender

O livro O Segredo, escrito por Rhonda Byrne, vendeu em dois meses mais de seis milhões de exemplares, somente nos Estados Unidos. Ele é, sem dúvida, um dos maiores fenômenos de vendas que o mercado americano já viu. O Segredo é o mais famoso livro deste gênero e foi feito a partir de vários especialistas em diversas áreas. O seu nome é o resultado de uma ótima jogada de marketing. Sua mensagem é bem simples e direta: “peça, acredite, receba - você pode ter tudo o que deseja”. No entanto, a sua aparente simplicidade esconde uma construção fantástica atribuídas aos life coaching, que são especialistas em orientar pessoas em todas as áreas da vida. Estes técnicos reuniram neste livro os conhecimentos específicos de marketing, da motivação e da religião.


O Monge e o Executivo

Este livro é outro exemplo do poder de vendas que o gênero possui. O livro já vendeu mais de dois milhões de cópias no Brasil. Ele conta a história de um executivo Jhon Daily odiado pelos seus subalternos que resolveu fugir para um mosteiro. Ele pretendia encontrar uma paz interior e acabou descobrindo mais do que isso, ele descobriu que para se tornar um bom líder, quatro princípios deveriam ser avistados: respeito, perdão, confiança e o desapego. Uma obra que segue a linha do “você pode ter tudo o que deseja”, mas com uma especificidade própria que é o direcionamento aos líderes.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Mergulho nos doces mares de Minas

Mesmo longe do litoral, o estado é destaque também em um esporte inusitado para quem tem uma geografia acidentada e montanhosa: o mergulho

Por Nando Max

Minas Gerais, o estado brasileiro com maior concentração de montanhas no Brasil. Por conta da sua geografia, se destaca pelas paisagens de perder o fôlego e por ser uma potência nos esportes de aventura. Entretanto, é o segundo estado em um esporte que, pelo menos na essência, teria maior referência no litoral: o mergulho. É o segundo em número de mergulhadores registrados. Há alguns anos, os mineiros descobriram que aqui é o lugar certo para a prática do mergulho. Os mineiros estão indo cada vez mais a fundo, seja nos lagos, nos rios e até no mar.

O mergulho é recomendado para qualquer pessoa acima de 10 anos – em uma das escolas, o mínimo é de 15 anos –, sem limite de idade. Segundo o instrutor Charles Alvarenga Miranda, 31 anos, instrutor da Escola de Mergulho Mar a Mar, o mergulho é um esporte de endorfina e não de adrenalina. Esporte de endorfina é aquele no qual a dor ou o medo são substituídos pelo prazer. Neste caso, o coração do mergulhador tende a desacelerar, acomodando-se e apreciando o momento. É comum nos esportes radicais de aventura o organismo liberar adrenalina, mas não no mergulho. Os lugares mais procurados em Minas para a prática do mergulho são: Lagoa dos Ingleses, Mariana (Mina da Passagem), Escarpas do Lago e Serra do cipó (Véu da Noiva).

Onde aprender

Na capital mineira existem aproximadamente três escolas de mergulho que são regularizadas. Elas são submetidas às certificadoras de mergulho internacional, tais como PADI (Professional Association of Diving Instructors) e a SSI (Scuba Schools International). Acima destas certificadoras, uma entidade chamada RSTC (Recreational Scuba Training Council) determina a carga horária e os métodos que serão utilizados em todo mundo como exigência de conclusão do curso.

O curso tem a duração de 20 horas, que é divido em dois módulos: o primeiro com 10 horas de aula prática e 10 horas de aula teórica. O aluno tem a possibilidade de escolher realizá-lo em um fim de semana ou em qualquer dia útil. O preço do curso varia entre R$ 480, para quem possui equipamento, a R$ 544 – para quem deseja utilizar o equipamento da escola. Depois de concluído o curso, o aluno deverá desembolsar um valor que varia de R$ 429 a R$ 600, preço que inclui a viagem e o exame que irá verificar suas habilidades como mergulhador. Ao término, receberá o certificado de mergulhador autônomo.

Uma novidade?

Segundo Charles, a prática do mergulho não é nenhuma novidade para os mineiros. Minas é o segundo estado em números de mergulhadores registrados no Brasil. Só perde para São Paulo. “O fato de não termos mar fez com que criássemos uma cultura turística”, diz. Por isso, continua Charles, “um grande número de mineiros busca as cidades litorâneas em suas férias; o mergulho associa uma atividade a mais em suas viagens”. Além disso, o aumento da consciência ambiental está fazendo com que a humanidade busque esportes que não agridam à natureza.

O mergulho é uma prática esportiva que visa, principalmente, conscientizar os praticantes de que o ecossistema aquático é fundamental para nossa existência. O apelo ecológico, junto com o prazer único, faz com que a prática do mergulho esteja em ascensão. Além disso, o Brasil já possui uma infraestrutura adequada para uma demanda que tende a aumentar. Cabe ao aluno, após conquistar sua carteira de mergulhador, continuar estudando e se aprofundando para um dia vir a ser um instrutor.

BOX - Riscos

Apesar de ser considerada uma atividade segura, esta é uma prática que requer uma atenção especial. Muitas vezes, a beleza do ambiente aquático tira do mergulhador este zelo necessário que pode levá-lo a conseqüências trágicas. “Ao contrário dos esportes de adrenalina, a sensação de conforto e bem-estar proveniente do mergulho fazem com que esta prática seja recomendada a todos”, explicou.

Um caso para ser lembrado é o do ex-técnico da seleção brasileira de futebol, Cláudio Coutinho. Exímio mergulhador de apneia — o mergulho sem utilização de cilindro de oxigênio —, que tinha nesse esporte um dos seus principais hobbies. Em 27 de novembro de 1981, Coutinho faleceu em um mergulho próximo às Ilhas Cagarras, no litoral do Rio de Janeiro, em frente à praia de Ipanema. Apesar de atleta, relatos dão conta de que ele estava se sentindo sem fôlego quando arriscou o mergulho. Talvez por conta da alta confiança, desprezou as recomendações e mergulhou assim mesmo.
BOX


Serviço — Divelife Escola de Mergulho. Tel: (31) 2512-2309 – procurar pelo instrutor Felipe Lima.

Escola de Mergulho Mar a Mar. Tel: (31)3225-0029 – procurar pelo instrutor Charles Alvarenga Miranda

O retrato de uma inocência roubada

Por NandoMax

Com o futuro roubado, menino afirma como foi obrigado a deixar a segurança de sua casa e ir morar na rua, onde conheceu as drogas e teve que se prostituir para viver.

Ramon (nome fictício) mora nas ruas de Belo Horizonte há dois anos. Por recusar a manter relações sexuais com o seu padrasto, foi expulso de casa e obrigado a se prostituir — “Minha mãe não acreditou em mim e eu vim para a rua”, explicou. Na rua, fez algumas amizades, mas apanhou muito de outros meninos que eram mais fortes. Em meio aos programas e as drogas, conta o que teve de fazer para se manter vivo.
Apesar de aparentar ter menos de 14 anos, quando perguntado, afirmou ter 17 anos. Com a frieza de quem sofreu em tão pouco tempo o equivalente para uma vida inteira, conta a sua história. Com um mentor mais velho aprendeu a ganhar a vida se prostituindo. “Ele levou eu e outro rapaz” — este rapaz conhecido como Lourival — “para um galpão abandonado e mandou que fizéssemos sexo com um homem”, contou. Após ter cobrado dez reais do homem, Ramon só recebeu dois reais. Uma contabilidade que os que vivem na rua conhecem muito bem. Os mais fortes exploram os mais fracos.

Não Foi Fácil

O adolescente diz que toda vez que sai com um homem mais velho se lembra do padrasto. “Ainda mais quando o cliente insiste em não pagar o combinado”, por ter um corpo franzino, “ele me paga com chutes e pontapés”, contou calmamente. Em algumas oportunidades, ele consegue revidar o ataque com pedras. Relembrando uma ocasião, Ramon diz ter acertado a cabeça de um homem que não quis pagar pelo programa — “sangrou muito”, disse.
Para escapar daqueles que não pagam o programa e ainda o agridem, Ramon prefere fazer ponto na região do Mercado Central. Nesta região, os clientes são mais velhos e por isso, menos beligerantes. A maioria de seus clientes tem carro. Se o cliente não tem carro, eles procuram um ambiente debaixo do viaduto que fica na Avenida do Contorno, perto do Shopping Tupinambás.

A Cumplicidade

Logo no início da reportagem, como condição para a entrevista ser realizada, Ramon chamou um rapaz que estava à distancia observando tudo. O nome do colega é Lourival. Loirinho e com o olhar que entregaria uma curiosidade inerente a toda criança, disse ter 17 anos, mesmo sendo menor que Ramon. Lourival reforçava o depoimento de Ramon com algumas intervenções.

Quando perguntado sobre o uso de drogas, Lourival nega. Entretanto, depois de alguma insistência, confirmou que ambos fumavam crack por ser mais barato. “Maconha é caro”, contou Lourival. Em dias frios, o rapaz disse que é melhor consumir cachaça – “Dá tonteira, mas esquenta a gente”, explicou. Enquanto respondia, os dois retiravam suas mochilas e mostravam o seu conteúdo: desodorante em aerossol, cuecas e camisetas, pacotes de biscoitos e um maço de cigarro. “o desodorante é para não espantar o cliente. Tem dia que não dá para tomar banho”, confidenciou.

E o futuro...

Os dois adolescentes afirmaram não usar nenhum preservativo. Com pouco conhecimento acerca da importância do uso da camisinha, ambos usaram como desculpa o alto custo do preservativo. “Custa caro, além do mais, é obrigação do cliente”, explicaram. Apesar da pouca idade, as conseqüências de suas vidas começaram a aparecer. Ambos trazem pequenas manchas pretas em suas pernas. Sintomas de que estes garotos podem estar contaminados com o vírus HIV. Tais manchas são conhecidas como Sarcoma de Kaposi, uma espécie de câncer que surge quando a AIDS se manifesta.
Após a entrevista, como exigência que Ramon impôs, ambos receberam um prato de espaguete e dez reais. Felizes por ter ganhado, em tão pouco tempo, mais do que ganharia em um programa, responderam num tom de cumplicidade o que iriam fazer com o dinheiro: “A gente vai brincar no fliperama”. Uma resposta que, pela primeira vez, desde o início da entrevista, mostrou duas crianças agindo como crianças.

Profissionais do jornalismo provam do seu cotidiano

Por NandoMax
No dia 26 de outubro, a turma do segundo período de jornalismo recebeu dois jornalistas para uma entrevista coletiva. Rejane Ayres e Rodrigo Soares responderam às perguntas da turma sobre suas respectivas funções. Rejane Ayres é jornalista e apresentadora de um programa da rádio OIFM. Entre suas respostas, o que mais destacou foi o perfil certo para exercer uma função tal e qual a dela. Rodrigo Soares trabalha no Jornal O Tempo. Especificamente, Soares escreve para a editoria de Cultura. Apesar da pouca experiência, ambos acrescentaram informações pertinentes sobre a prática do jornalismo. “Cada dia são onze páginas em branco para serem preenchidas”, ensinou Rodrigo.

Belo Horizonte será palco da turnê Faith No More

Por NandoMax

Com um estilo único, a banda Faith No More está novamente na estrada. A carreira da banda é marcada por grandes apresentações e Patton promete um final espetacular para BH.

Após se apresentarem em quatro cidades do Brasil, a banda Faith no More encerrará a turnê brasileira tocando para os belo-horizontinos. Mike Patton, vocalista da banda, promete fechar em grande estilo a participação da turnê brasileira. Após terem se separado, em 1998, Faith no More voltou com sua formação original. Para delírio dos fãs em Beagá que, pela segunda vez, prestigiará uma apresentação histórica no Chevrolet Hall, a apresentação contará com antigos sucessos, como Easy, Epic e Falling to pieces. O show será dia 8 de novembro, domingo, às 20h. Os ingressos variam entre R$140,00 (1º lote) a R$200,00 (4º lote).

Descaso ameaça shopping

Por NandoMax

Chegando ao ponto de ser considerado símbolo do Capitalismo bem sucedido e centro de grandes possibilidades para os positivistas, todo shopping busca, na vastidão de suas lojas, agradar até o mais rígido dos consumidores.


Apesar da conhecida aparência de perfeição que todos os shoppings tentam passar, uma denúncia fez parecer que os dias de glamour já estão chegando ao fim. Na noite do dia 28 de setembro, segunda-feira, o auxiliar de serviços gerais André – ele só revelou o primeiro nome – disse que o shopping Del Rey não possui uma boa condição de segurança. “Este shopping só não veio à baixo até agora porque Deus não quis”, confidenciou o auxiliar.

Banheiros limpos, corrimões reluzentes e um chão impecável. Tudo como manda o figurino. Mas visitando os bastidores do shopping fica fácil observar que nem tudo é perfeito. Convidados por André, os repórteres NandoMax e Amanda Carolina adentraram nos bastidores do estabelecimento afim de constatar o que o auxiliar resumiu como “descaso total”. Carrinhos de limpeza quebrados, fios elétricos dependurado e um sistema de hidrantes sem uma devida inspeção – “como pode vê, essa é a condição em que trabalhamos”, debochou. Indo além, em um lugar conhecido como DOCA, André conta que vários de seus companheiros estão tendo problema com o manuseio dos produtos de limpeza. Ele disse ainda que vômitos, irritação nos olhos e mal-estar são corriqueiras em seu dia-a-dia. “Esses produtos que nem sabemos de onde veio está nos deixando mal”, apesar disso “o serviço tem de ser feito”, revelou.

Enquanto dava entrevista, André confidenciou os motivos pelo qual ainda se mantém neste emprego. Apesar de tudo, o amor fala mais alto. Vindo da cidade de Itabirito, o jovem auxiliar se aventurou a vir para Belo Horizonte em busca do seu amor. “Ela teve de vir para BH e eu, depois de um tempo, vim atrás dela”, entusiasmou-se. Pela primeira vez, desde que iniciou a entrevista, aquele rapaz magro e sem expressão facial, mostrou-se humano ao rasgar um belo sorriso de felicidade – “Apesar de todas as coisas, valeu a pena”, concluiu.

Os repórteres procuraram a assessoria de imprensa do Shopping Del Rey para saber a posição deles perante tais denuncias. Apesar da gravidade, Isabel Borges, que se apresentou como assistente da assessora responsável pelo Shopping, preferiu omitir sua opinião. “Envie-nos um e-mail para que tais denúncias possam ser oficializadas”, desdenhou.